sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nada

Observa o copo tombado que derrama o veneno que te corre nas veias, enquanto o cinzeiro absorve todas as cinzas que um dia foram fogo.
A luz que nos cega de mentira, faz-nos procurar a escuridão que nos anestesia de verdade. Como escravos do destino, continuamos a caminhar as mesmas estradas de pó, até os nossos pés estarem suficientemente feridos, até as forças se esgotarem e nos atirarem para um canto frio a que chamamos Solidão.
O tempo corre, foge, como o fumo carregado de podre ódio. A vida são os dois dias que desperdiçamos a caminhar as estradas infinitas que nos levam a lado nenhum.
Queremos para libertar, deixamos para não largar.
Sentimos mas não preocupamos.

Gostamos de morrer! Somos o tudo que traduz o nada!

3 comentários:

  1. Muito bom texto, alem de uma boa fotografa tambem escreves bem ;)
    tudo o qué de bom é de cá do Porto :p

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  2. Adorei este texto =). E deixas-me com inveja de nao saber escrever tao bem como tu >.<. Se puderes da uma vista de olhos no meu blogue tambem ;)

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