Observa o copo tombado que derrama o veneno que te corre nas veias, enquanto o cinzeiro absorve todas as cinzas que um dia foram fogo.
A luz que nos cega de mentira, faz-nos procurar a escuridão que nos anestesia de verdade. Como escravos do destino, continuamos a caminhar as mesmas estradas de pó, até os nossos pés estarem suficientemente feridos, até as forças se esgotarem e nos atirarem para um canto frio a que chamamos Solidão.
O tempo corre, foge, como o fumo carregado de podre ódio. A vida são os dois dias que desperdiçamos a caminhar as estradas infinitas que nos levam a lado nenhum.
Queremos para libertar, deixamos para não largar.
Sentimos mas não preocupamos.
Gostamos de morrer! Somos o tudo que traduz o nada!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Muito bom texto, alem de uma boa fotografa tambem escreves bem ;)
ResponderEliminartudo o qué de bom é de cá do Porto :p
Adorei este texto =). E deixas-me com inveja de nao saber escrever tao bem como tu >.<. Se puderes da uma vista de olhos no meu blogue tambem ;)
ResponderEliminarLINDO
ResponderEliminar