sábado, 9 de maio de 2009

Fumo negro, carregado de mentiras, gritos esquecidos e olhares escondidos que forçam as entradas, que quebram as correntes do coração.
Limito-me a sangrar, a sentar-me e a observar as almas perdidas que vagueiam na noite que se cobre de silêncio.
O sangue que se espalha no asfalto, abandonado, calcado, dá forma a cada passo, a cada caminho.
Cem caminhos para sete vidas, cem probabilidades de sorte para sete anos de azar.
Num gesto imperturbável, volto as costas…
-Prefiro viver cada segundo de morte, que morrer a cada segundo de vida!

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